MotoGP no Brasil: relembre pistas que já receberam a categoria

O Brasil volta a receber o MotoGP após 22 anos de ausência. O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, sedia a segunda etapa da temporada de 2026 entre os dias 20 e 22 de março. Além disso, o país também volta a ter um representante no grid pela primeira vez desde a aposentadoria de Alex Barros em 2007: Diogo Moreira.

O retorno, contudo, não representa apenas uma nova etapa no calendário. Ele valida uma trajetória histórica que, entre as décadas de 1980 e 2000, transformou o Brasil em uma parada obrigatória para os maiores nomes do motociclismo mundial. Portanto, entender esse retorno exige relembrar cada capítulo que o Brasil escreveu na história da categoria.

1986: Brasília abre o caminho antes da estreia oficial da MotoGP

Antes de qualquer etapa oficial, o Brasil entrou no radar do MotoGP em 1986 por meio de uma corrida pré-mundial realizada em Brasília. O evento funcionou como um teste de viabilidade e despertou o interesse de dirigentes ligados à Federação Internacional de Motociclismo.

Após a corrida na capital federal, representantes da FIM realizaram uma vistoria discreta no Autódromo de Goiânia. O que encontraram lá mudaria definitivamente o destino do Brasil no calendário mundial do motociclismo. Portanto, 1986 não foi apenas um ano de corrida. Na verdade, foi o ano em que o país começou a construir as bases para se tornar um destino fixo da categoria.

A estreia em 1987 e a consagração de Wayne Gardner

Em 1987, Goiânia estreou oficialmente no calendário do Mundial de Motociclismo, e o resultado foi imediato: Wayne Gardner venceu a corrida e a capital goiana conquistou a simpatia de toda a comunidade europeia do esporte. Contudo, o que realmente diferenciava o Autódromo de Goiânia dos demais circuitos mundiais não era apenas a corrida em si — era a estrutura física da pista.

Diferente dos circuitos considerados “travados” que dominavam o calendário europeu, o Autódromo de Goiânia oferecia longas áreas de escape e visibilidade quase total da pista, características que deixaram os pilotos e dirigentes europeus apaixonados pelo traçado goiano. A combinação de segurança e espetáculo era tão rara que a imprensa europeia carinhosamente apelidou o circuito de “maravilha de Goiânia” — o único traçado que atendia plenamente aos padrões de segurança exigidos pela FIM na época.

Além disso, essa reputação consolidou Goiânia como referência técnica no motociclismo mundial durante toda a fase em que o Brasil integrou o calendário. O autódromo não era apenas uma sede de corrida — era um modelo do que uma pista para motos deveria ser.

1992: a incursão por Interlagos

Em 1992, o Mundial fez uma incursão pelo templo do automobilismo brasileiro: Interlagos. Contudo, embora seja o coração das competições motorizadas no Brasil, a relação de Interlagos com as motos sempre foi complexa. O traçado, desenhado originalmente para carros, apresentava ondulações e muros próximos que geravam críticas constantes dos pilotos, tornando a experiência muito diferente da fluidez que caracterizava o circuito goiano.

Para o público local, no entanto, a etapa ficou marcada por outro motivo. O brasileiro Alexandre Barros terminou entre os dez melhores, provando diante da torcida de casa que o país tinha talento para competir com a elite mundial do motociclismo. Nesse sentido, Interlagos entregou ao Brasil um momento de orgulho nacional que compensou as limitações técnicas do circuito.

De 1995 a 2004: dez anos de história no Rio de Janeiro

O capítulo mais extenso e mais rico da MotoGP em solo brasileiro foi escrito no Rio de Janeiro. Entre 1995 e 2004, o Autódromo de Jacarepaguá tornou-se a casa fixa da categoria no país, reunindo ao longo de dez edições alguns dos momentos mais marcantes da história do motociclismo mundial.

Nos anos 1990, Mick Doohan impôs sua dominância absoluta sobre a categoria, e o Rio de Janeiro foi palco privilegiado dessa hegemonia. O australiano venceu em Jacarepaguá e consolidou no Brasil parte da lenda que o tornaria pentacampeão mundial da categoria.

Valentino Rossi e o quintal carioca

Se Doohan dominava os anos 90, o início dos anos 2000 pertenceu inteiramente a Valentino Rossi. O italiano transformou o Rio de Janeiro em seu quintal particular, vencendo quatro vezes consecutivas entre 2000 e 2003. Cada vitória de Rossi em Jacarepaguá se tornava um espetáculo à parte — o piloto que já encarnava a figura de maior estrela do motociclismo mundial fazia do Brasil um dos pontos altos da sua temporada. Além disso, esse período coincidiu com a consolidação de Alexandre Barros como referência nacional na categoria.

O brasileiro, que havia chamado atenção em Interlagos em 1992, tornou-se ao longo dos anos 2000 o representante do país no grid mundial, carregando a torcida brasileira em cada corrida disputada em Jacarepaguá. O encerramento dessa fase histórica veio em 2004, com a vitória do japonês Makoto Tamada. Depois disso, o Brasil saiu do calendário e o país ficou 22 anos esperando pelo retorno que acontece agora, em março de 2026.

Alex Barros: o último representante antes de Diogo Moreira

Alexandre Barros representou o Brasil no grid do MotoGP até sua aposentadoria em 2007, encerrando um ciclo de presença brasileira na categoria que havia começado ainda nos anos 1980. Por quase duas décadas, o paulista foi o rosto do motociclismo nacional no cenário mundial.

Agora, com Diogo Moreira no grid de 2026, o Brasil retoma essa tradição de representação direta na categoria. Portanto, a história se repete com uma dimensão adicional: o país volta ao calendário no mesmo momento em que volta a ter um piloto competindo pela frente das motos.

Confira a programação completa do GP do Brasil de MotoGP 2026

  • Sexta-feira (20/03)
    Moto3 – Treino: 13h15 (BRA) / 16h15 (POR)
    Moto2 – Treino: 14h15 (BRA) / 17h15 (POR)
    MotoGP – Treino: 15h20 (BRA) / 18h20 (POR)
  • Sábado (21/03)
    MotoGP – Classificação: 10h50 (BRA) / 13h50 (POR)
    Moto3 – Classificação: 12h45 (BRA) / 15h45 (POR)
    Moto2 – Classificação: 13h40 (BRA) / 16h40 (POR)
    MotoGP – Sprint (15 voltas): 15h00 (BRA) / 18h00 (POR)
  • Domingo (22/03)
    MotoGP – Warm-Up: 10h40 (BRA) / 13h40 (POR)
    Moto3 – GP (24 voltas): 12h00 (BRA) / 15h00 (POR)
    Moto2 – GP (26 voltas): 13h15 (BRA) / 16h15 (POR)
    MotoGP – GP (31 voltas): 15h00 (BRA) / 18h00 (POR)

O retorno histórico da MotoGP ao Brasil

MotoGP disputou sua última corrida no Brasil em 2004, no antigo Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna assinou protocolos de intenção com Deodoro e Brasília, mas nenhum dos projetos avançou.

Goiânia, no entanto, já tem tradição com a categoria. O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu o Mundial de Motovelocidade entre 1987 e 1989, antes de a competição seguir para Interlagos e, depois, para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por uma década.

O retorno da MotoGP ao solo goiano promete um grande espetáculo, combinando a paixão brasileira pelas motos com o entusiasmo de ver de perto nomes como Francesco BagnaiaMarc Márquez e Jorge Martín em ação. A expectativa é de casa cheia e recorde de público no circuito.

Pacotes exclusivos Turista FC para o MotoGP Brasil 2026

Turista FC preparou um pacote completo e exclusivo para o MotoGP Brasil 2026, garantindo conforto, segurança e suporte total durante o fim de semana de velocidade.

O QUE ESTÁ INCLUÍDO NO PACOTE TURISTA FC – MOTOGP BRASIL 2026

Local: Autódromo Internacional Ayrton Senna, Goiânia
Período: 19 a 22 de março de 2026

  • Ingressos oficiais MotoGP Brasil 2026 (setores principais e VIP)
  • 3 noites de hospedagem 5★ no Radisson Hotel Anápolis, com café da manhã incluso
  • Traslados privativos de chegada, saída e para o circuito
  • Acompanhamento VIP da equipe Turista FC durante todo o evento
  • Suporte 24h em português e seguro viagem completo
  • Grupo exclusivo no WhatsApp para informações em tempo real

A saber, o Radisson Hotel Anápolis, localizado a cerca de 50 minutos do autódromo. Portanto, é uma das melhores opções de hospedagem para quem busca sofisticação, conforto e fácil acesso. O hotel, nesse sentido, oferece café da manhã completo, piscina climatizada, academia equipada e restaurante de alta gastronomia.

Durante o evento, o Turista FC garante uma experiência VIP. Ou seja, com atendimento personalizado e equipe especializada para que o fã de motovelocidade viva cada momento da MotoGP com tranquilidade e exclusividade.

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Portanto, quem viaja com o Turista FC vive o esporte de perto, com o conforto e o atendimento de quem entende o que o torcedor busca: emoção, praticidade e uma vivência inesquecível.